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terça-feira, 12 de outubro de 2010

MAQUIAGEM - a inimiga dos homens

Mulher maquiada é mulher disfarçada.
Conheço umas e outras que sofrem verdadeiro processo de transformação antes de sairem de casa.
Fico imaginando o ritual pela manhã. Trinta minutos secando os cabelos, outros quinze passando base, blush, rímel, lápis na sobrancelha, em volta dos lábios....
Outro dia andando em Ipanema vi uma conhecida do trabalho em trajes de "vou alí e já volto". Tomei um susto! Nunca tinha me dado conta da feiura da fulana. De repente estava tudo alí: o cabelo ressecado, a pele cheia de rugas, manchas, olheiras, boca fina...
Coitada. O tempo passa. Não me espanta ela já dar os sinais, e sim a forma como consegue escondê-los tão bem todos os dias da semana. Não deve ser tarefa fácil.
Fiquei pensando no marido em casa., assistindo a mutação. Afinal de contas, é com o tribufu ressecado que ele dorme.
E aí vem esse critério esquisito que decide quem pode e quem não pode ver como você é de verdade.
Não deveria ser justamente o marido a pessoa mais poupada?
Tá certo...Não vou entrar aqui nos detalhes do casamento, as consequências do tempo, da rotina e até de uma  possível infidelidade que exista em uma relação. Isso justificaria o visual desleixado em casa e o tipo fatale para a multidão. Mas acontece que é sempre assim! E não preisa estar cansada, ter três filhos ou querer pular a cerca para as mulheres escolherem o marido como a vítima da verdade apavorante.
Confesso que não é exatamente fácil contornar a situação na intimidade. Dá um trabalho brutal evitar as passeadas de calcinha quando as celulites estão piores, ou manter a droga da virilha sempre depilada. Ainda tem o buço e os outros malditos pêlos do rosto, o inchaço da menstruação, as unhas do pé, os brancos na raiz do cabelo..
O que me espanta é o jeito que as mulheres dão! Vão pra rua como verdadeiras musas. Desfilam suas peles corrigidas, suas pernas escondidas em meias, as cinturas apertadas em um cinto, a cabeleira passada a ferro e carregam toda essa indumentária como se fizesse parte delas.
Mas só de 9 às 5!
Mais tarde em casa: o ambiente libertador! Tudo é permitido. Cintas, libs e enchimentos à mostra. A pele muda de cor, o peito de tamanho, a bunda de direção. Volta tudo a ser como era.
Com direito a TPM uma vez por mês.
...
Bendito sejam os maridos!

Um comentário:

  1. muito interessante a reflexão! "quem permitimos ver exatamente quem somos, ou não"...

    vê-se bem a diferença entre as amizades e por exemplo o casamento ou a família. Amizades e amores/paixões, precisam ser mantidos, momento a momento conquistados, mantidos, além de usufruidos... já a família, ou o marido, por se 'dar por garantido', como algo que estará sempre lá, talvez acabe sendo por vezes injustamente desprezado... colocado de canto por ter se tornado normal, 'banal'... um abraço

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